quarta-feira, 18 de agosto de 2010

abe aquela vontade que surge de repente de comer um hambúrguer? Para você, pode ser um simples desejo, mas, para seu corpo, pode ser um alerta de que o organismo não está funcionando como deveria. Identifique as mensagens que seu corpo manda quando necessita de nutrientes e aprenda a substituir os alimentos perigosos por outros, mais saudáveis


Quem nunca se viu em uma cena dessas. No meio do dia, bate aquela vontade de comer uma porção de batata frita ou um suculento hambúrguer. Você pensa na deliciosa combinação durante horas, mas resolve não comer nada. afinal, é só uma vontade. o que você pode não saber é que, por trás desses misteriosos desejos de algum alimento — por menos saudáveis que sejam —, está seu corpo, pedindo que você ingira um nutriente essencial que falta em seu organismo.

O corpo nos envia mensagens a todo instante. Cabe a nós decifrar o que ele quer dizer, o que muitas vezes não acontece. “as pessoas estão muito preocupadas com os problemas do dia-a-dia, como trabalho e família. elas não cuidam de si, especialmente no que se refere à alimentação. Para muitos, a comida está associada ao prazer, e não a uma necessidade fisiológica do corpo”, afirma Glaucia Midori shiroma, nutricionista do Ganep — Grupo de Nutrição humana.

Assuma o controle
O nutrólogo e diretor da associação Brasileira de Nutrologia (abran), edson Credidio, afirma que a resposta para essa reação do corpo em “alertar” sobre suas condições de funcionamento está baseada na homeostasia — um mecanismo biológico automático, usado para regular os sistemas do organismo de modo que fiquem sempre equilibrados. Para entender melhor essa ação, imagine que você está fazendo uma dieta para perder peso. No final de semana, vai a uma churrascaria e come tudo o que tem vontade: carnes, sobremesas e muito mais. No dia seguinte, provavelmente você irá compensar o excesso ingerindo apenas alimentos leves como saladas, grelhados e muita água. o mesmo acontece com o corpo. se em um dia nossos batimentos cardíacos aceleram, no outro irão diminuir, se ele está com carência de algum nutriente, sentimos vontade de ingeri-lo para suprir essa necessidade, e assim por diante.

“Sempre há mecanismos de controle no organismo, e não é por acaso que surgem sinais e sintomas. É como a insulina que ‘coloca’ energia na célula. se ela não funciona bem e falta essa energia, teremos vontade de comer um doce, que fornecerá rapidamente essa substância ao nosso corpo”, exemplifica Barbara Rescalli sanches, nutricionista do departamento científico da VP Consultoria Nutricional.

Mensagem via vontades
Se você está lendo esta matéria e sonhando com aquele brigadeiro ou uma pizza com bastante queijo e uma batata frita bem crocante a ponto de nem conseguir terminar o parágrafo, é melhor ficar atento.

a vontade de comer determinados alimentos pode indicar que algum nutriente ou vitamina está em falta. de acordo com Barbara, o desejo por doces, por exemplo, pode estar relacionado à deficiência de cromo — um elemento químico relacionado ao metabolismo da glicose, do colesterol e de ácidos graxos — ou à queda de glicemia no sangue provocada pela falta de produtos integrais e excesso de carboidratos refinados, como pães brancos, arroz branco e biscoitos. Já a vontade por alimentos salgados, em geral, costuma servir de alerta para a necessidade de zinco — um mineral que atua principalmente auxiliando no sistema de defesa natural do organismo (veja a lista completa no quadro Ai, que vontade de...).

“Sintomas como ter fome em horários não convencionais (durante a madrugada, por exemplo) ou logo após ter feito a última refeição podem ser indícios de hipoglicemia, que é a baixa do nível de açúcar no sangue. o corpo entende que está com pouca energia e, então, faz com que a pessoa sinta fome e atenda essa necessidade. esse é um problema freqüentemente causado por maus hábitos alimentares”, completa a nutricionista.

Saiba os alimentos perigosos que causam câncer do pâncreas

O câncer do pâncreas exócrino é a quarta causa de morte relacionada ao câncer nos Estados Unidos, com 33.730 novos casos estimados ao ano e 32.300 mortes estimadas em virtude da doença. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer do pâncreas representa 2% de todos os tipos dos cânceres e é responsável por mais de 9 mil mortes por ano.

Segundo Selmo Minucelli, hematologista e oncologista, o câncer do pâncreas é considerado de difícil diagnóstico. "A aprovação no Brasil segue a linha de outros países e trará benefícios para milhares de pacientes. A taxa de mortalidade por câncer de pâncreas é alta, poiséuma doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva." A cirurgia é, atualmente, a única possibilidade de cura que existe.

Entretanto, a radioterapia e a quimioterapia são alternativas para quem não pode ser operado, mas não são igualmente efetivas. Os principais fatores de risco são o uso de derivados do tabaco. "Os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não-fumantes", reforça o médico.

Consumo excessivo de gordura, de carnes, bebidas alcoólicas, exposição a compostos químicos como solventes de petróleo durante longo tempo também podem ser fatores de risco.

Alimentos perigosos

Encontrar alimentos saudáveis e seguros é um desafio da actualidade, devido o grande número de contaminantes químicos e bacterianos que entram em contacto com a comida.
O abuso de antibióticos na ração dos animais transformou bactérias banais em mortais. A presença de bactérias na carne do frango e no ovo está disseminada em várias partes do mundo, e o consumo inadequado destes produtos e seus derivados pode ser perigoso.
Este facto deve-se ao excesso de frangos confinados num espaço muito pequeno, o que facilita a disseminação, e ao uso do antibiótico na ração, que fez com que a bactéria ficasse resistente e letal.

A revolução industrial ajudou muito a humanidade mas, por outro lado, propiciou o aparecimento de uma série de doenças.
Após a revolução industrial, quando se começou a coar, descascar, enlatar, refinar, ultrarefinar, ferver, processar os alimentos, etc., as alterações cardíacas que eram raras nos EUA e Inglaterra até 1920, aumentaram 800%; a apendicite que era rara até 1880, assumiu proporções epidémicas; a diverticulite (doença intestinal), só surgiu como problema no final de 1920, após 1931 aumentou 600%; a obesidade, no século XVIII só afectava os ricos, hoje é considerada
como parte normal da vida moderna e a maior causa de doenças da actualidade.
A industrialização dos alimentos produz doenças principalmente devido ao facto do processo industrial retirar grande parte das vitaminas dos alimentos levando a doenças carenciais; devido à intoxicação provocada por metais pesados existentes nas prensas que estão em contacto com o alimento processado e devido às contaminações causadas por bactérias provocadas pela falta de higiene.
Os alimentos naturais são mais saudáveis e menos contaminados que os industrializados, portanto deve preferir-se, por exemplo - o grão da soja do que a farinha de soja, açúcar cristal do que o refinado, o milho natural ao de conserva, o sumo natural ou a fruta em vez do sumo industrializado.
No caso do hambúrgueres, a carne moída vem de vários locais, geralmente é de segunda ou é aquela que está perto do osso e que pode ter outras bactérias. Quando a carne é moída coloca-se a bactéria dentro de um ambiente excelente para a sua reprodução. A carne de vaca crua pode transmitir doenças como a toxoplasmose (doença que leva à cegueira), taenia saginata (doença parasitária) e intoxicações provocadas por toxinas e viroses devido a rações contaminadas.
Os vegetais, frutas e demais alimentos contaminados também transmitem doenças. Os vegetais e frutas crus devem ser desinfectados com cloro.
Deve procurar-se comprar sempre alimentos em locais que tenham higiene e que estejam
supervisionados pela Vigilância Sanitária, pois provavelmente serão mais seguros. Evitar a ingestão de alimentos de origem desconhecida, suspeitos ou com risco de contaminação, como: palmito, maionese, leite e queijos não pasteurizados, amendoim, linguiça, salsicha, etc.
As conservas em lata ou em vidros, a vácuo, devem ser acidificadas ou estar em salmoura e fervida a 120 graus, para evitar o botulismo (doença grave que pode levar à morte ou paralisia). No caso específico do palmito esta fervura o transformaria em sopa, e o grande problema é a sua preparação feita na beira do rio, sem quaisquer condições de higiene, sem técnica e sem controle sanitário.
Devemos portanto usar alimentos fiscalizados, conhecidos, com marcas respeitadas, de preferência integrais, naturais e com muita higiene na sua preparação, desta forma poderemos prevenir a ocorrência de muitas doenças. Para evitar a contaminação, os alimentos devem também ser sempre bem cozinhados.